terça-feira, 11 de agosto de 2015

Para não esquecer

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E então a dor foi arrancada como uma infalível e desprezada magia.

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Encontraram-se, assim, sem querer, sem procurar, com marcas semelhantes e com a mesma aspiração: Compartilhar alegrias e tristezas de forma leve, sem desrespeitar a natureza íntima e individual dos seres. 

Seguir com energia para evoluir moralmente a cada dia ao lado de uma companhia que seja fonte de energia e não o contrário.

Finalmente se tocaram e se reconheceram.

As mãos capazes de transmitir o inexplicável.

Os olhos com a profundidade de um oceano cheio de beleza e verdade, trazendo para a realidade os sonhos ridicularizados.

O abraço que ilustra a infinitude do espaço desconhecido que os cercam.

O beijo que transmite a potência de um sentimento que não interessa a ninguém além deles dois.

Todo dia é marcante para quem se apaixona todos os dias.

É um sentimento que explica as experiências passadas frustradas, vez que os preparavam para que nesse dia, juntos, decidissem dar voz ao essencial.

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Se se preocupassem menos com as regras, encontrariam fácil a felicidade que transcende a matéria. A real felicidade.

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Prometeram entre si: Não se esquecerão.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ser, essencialmente.

Perde-se de si aquele que se importa apenas em parecer ser aquilo que querem que ele seja.

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Muito tempo se passou na expectativa de adaptação à nova forma de se sentir satisfatoriamente feliz. Nada, porém, mudou.
Aquela essência esquecida de euforia incontrolável, de dar voz àquela possibilidade remota blindada, mas coberta do sentimento pleno de ser realmente, e, não de dever ser.
Ser é espontâneo, é essência. Dever ser é comedido, é retidão excessiva em prol da aparência perfeita aos olhares curiosos.
Ser feliz é ser naturalmente, sem a obrigatoriedade de, racionalmente, elencar motivos pelos quais você deveria ser feliz.
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Quanto mais o tempo passa, mais a espontaneidade se perde. Isso é amadurecer ou entristecer-se a cada dia que passa?

Penso...

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