terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A empatia que falta


Que alegria viver. Que alegria pensar.
As diferentes formas de viver. As diferentes formas de pensar.
Nem sei se alguém vai ler. Nem sei se alguém vai se importar.
Mas hoje eu preciso escrever, senão eu vou chorar.

Imagine, você, por um minuto acordar e ver ao seu lado alguém que se parece com você.

Assim, não daquela forma que se possa publicar, jamais.
Sim, estou falando do medo de desagradar.

Imagine você, por um minuto amar e ser amado de forma gratuita se sentir transbordar.

Assim, não daquela forma que se possa expressar, jamais.
Sim, estou falando do medo de desagradar.

Imagine você, por um minuto duvidar de si e se questionar.

Assim, não daquela forma que se possa adivinhar, jamais, só sentir.
Sim, estou falando do medo de desagradar.

Imagine você, por um minuto hesitar em dizer o nome da pessoa que lhe faz suspirar.

Assim, não daquela forma que se possa contar a qualquer um, jamais.
Sim, estou falando do medo de desagradar.

Se é amor, se faz bem, qual é a razão de dificultar? Não pode haver dúvida, é legítimo.

Se é amor, se faz bem, qual é a razão de esconder? Não pode haver dúvida, é legítimo.
Se é amor, se faz bem, qual é a razão de espantar? Não pode haver dúvida, é legítimo.

Imagine você, por um minuto se acorrentar para não fazer um gesto natural de carinho.

Assim, daquela forma que parece chocar, sempre.
Não, não estou falando do medo, mas do fato de desagradar aqueles que juram lhe amar.

Não é justo que o mesmo gesto para um seja incentivado e para outro reprovável.

Não é justo que o mesmo gesto para um seja honorífico e para outro seja retaliado.
Não é justo que o mesmo gesto para um seja sinônimo de prova de amor e para outro seja sinônimo de vadiagem.

O bom senso se perdeu. A magia se esqueceu.

Amar o próximo como a ti mesmo? Então o que justifica a invariável conjunção adversativa?

Penso...


Se é amor, se faz bem, qual é a razão de dificultar? Não pode haver dúvida, é legítimo.

Se é amor, se faz bem, qual é a razão de esconder? Não pode haver dúvida, é legítimo.
Se é amor, se faz bem, qual é a razão de espantar? Não pode haver dúvida, é legítimo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Lembrete!




Presente, meu presente....

É repetitivo, eu sei, mas não posso evitar.
Você me faz feliz e me sinto flutuar...


Algumas vezes eu pensei e até duvidei
que em seus braços estaria
e nos meus braços guardaria você, meu presente,
com todo o amor de meu ser.

Ser meu, sim, tão pequeno para expressar
com palavras e gestos, espero, um dia encontrar
em uma vida ou quantas vidas puder, vou lhe abraçar
e dizer que eternamente vou lhe amar.

...

Sentimento assim é raro, é belo, é sincero...

Presente, meu presente, que sorte temos.

...

.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Esqueceram-se

Uma vez mais se viu ali, solitário, temeroso, pensativo, dentre outros mil adjetivos.

O que houve de errado?
Pensou e pensou.
Refez todos seus passos para detectar o que lhe passou despercebido, pois, certo que lhe escapara algum dos sentidos.

A leveza se foi, sem controle, sem aviso, sem malícia e voou.

Pra longe de mim, sua casa, bateu suas asas, sem pensar, sem vibrar, sem considerar.

O que houve de errado?
Pensou e pensou.
Refez todos seus passos para desculpar, desculpar-se e orar para que a percepção lhe voltasse e mostrasse o que há tempos já não via.

Traição, mentiras, maus pensamentos nutria forte que lhe penetraram o coração.

Já não restava nada que pudesse replantar, pois o solo gravemente adoeceu sem conversarem.

Uma vez mais se viu ali, solitário, temeroso, pensativo, dentre outros mil adjetivos.

Só lhe resta aguardar.  Sol e chuva virão, trabalhará no chão e nada, creio, será em vão, pois logo ou tarde se lembrarão.

...

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Uma vez mais se viu ali, solitário, temeroso, pensativo... pensativo se viu ali, uma vez mais, em vão, creio que não mais se lembrarão sem trabalho no chão, sol e chuva virão, só lhe resta aguardar.

Uma vez mais...