quinta-feira, 15 de março de 2012

À minha frente

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Meu herói, meu guia, um exemplo
Não só de força e coragem,
Mas de honra e bondade
Avô, querido avô.

Pai mais atento e amigo
Olhar vivo
Cainhar firme
À frente de meus passos com anos de experiência

Ah, tempo...
Cruel e traiçoeiro
Trouxeram longos anos
Tão rapidamente que nem percebi

Que ao meu lado caminhava
Passos curtos e cuidadosos
Com leve apoio e movimentos lentos
À frente de meus pensamentos com anos de experiência

Sábio e doce
Como as balas que me dava de agrado
Quando eu era criança e barganhava
Avô, querido avô

Agradeço os anos de caminhada
Que andamos de mãos dadas
Sem que eu fosse capaz de retribuir
Registro o meu MUITO OBRIGADA!

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sábado, 10 de março de 2012

Simples Assim

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... Há tempos quero escrever, mas não sei como externar... Talvez ainda não esteja maduro, mas resolvi tentar.

Quanto tempo temos aqui? O que é imprescindível durante nossa vivência terrestre?


Todos já pensaram sobre isso, garanto, mas e daí?

Sim, e daí?

Quero dizer, é importante saber o valor de cada coisa, principalmente quando ouvimos "você tem o HOJE para fazer algo melhor, pois o ontem passou e o amanhã é a colheita do plantio atual.


É um tema tão famoso, tão abordado, mas que nem sempre toca o coração das pessoas, servindo, algumas vezes, até mesmo para desanimar.

Isso porque todos sabemos a importância de vivermos o hoje responsavelmente, mas muitos acabam se acomodando por observarem que o mundo é tão imenso, com extremos tão distantes, que a natureza tão perfeita e nós, em contrapartida, tão imperfeitos.

Mudar, trabalhar na nossa reforma íntima dá trabalho... Então, o mais cômodo, sem dúvidas é permanecer inerte, não é?

Mas até quando permaneceremos no mesmo degrau, praticando os mesmos e mesmos erros, ignorando as oportunidades que já temos capacidade de dectar?

Não cabe dizer aqui minha posição sobre o fim do mundo no ano 2012, mas e se não estivermos aqui na "data final"? Se formos embora agora? O que teríamos feito de real utilidade? Quantas pessoas teríamos confortado? Teríamos expressado tudo aquilo que realmente gostaríamos e sentimos? Teríamos amado com a potência que somos capazez?

O que teríamos deixado de fazer?

Nessa semana aconteceu algo que me impactou, pois eu vi o atropelamento de um cão na Rodovia dos Bandeirantes. Perguntas desordenadas passaram pela minha mente:

É um cachorro?
De onde surgiu?
Ele foi atrolelado?
Será que tinha dono?
Qual o valor do corpo?
Importante para alguém e desconhecido para os condutores?
Como é possível imaginar que por questão de um segundo tanta coisa mudou?

Ele não terminou de atravessar a pista, ele não mais chegará em casa com seu instrumento material, ele não mais terá pulgas e carrapatos, não importará se seu pelo é bonito ou não?


O que terá permanecido? O corpo será esmagado até sumir, ou removido da pista e jogado em um local específico (ou não) para que em seguida, estranhamente, sirva de alimento para bactérias e insetos.

Na verdade, o que mais me fez pensar foi o fato de ele ter sido atropelado e logo em seguida dois ou três carros já terem passado por cima.

Muitas pessoas passam maior parte da vida cuidando apenas e tão somente do corpo material. Temos sim de nos cuidar, de alimentar bem nosso instrumento emprestado por  Deus. No entanto, deve este ser o foco de nossas vidas? Ou basta que tenhamos um corpo saudável (independentemente dos padrões da modernidade) e um espírito equilibrado, com reais virtudes?

O que fica e o que levamos conosco? Estamos nos preocupando mais com a nossa matéria do que com a evolução espiritual?

Hipoteticamente, imaginemos se o atropelamento tivesse ocorrido com um homem de corpo impecavelmente cuidado, mas que somente tenha praticado o mal... O que teria valido para ele todos os anos dedicados exclusivamente à malhação? E o que ele levaria consigo além das lembranças de suas condutas negativas.

Repensemos e tenhamos a consciência de priorizar as coisas que realmente importam em detrimento de outras menos importantes. Vivamos bem e aproveitemos a matéria, sem perdermos o equilíbrio e fugirmos do propósito pelo qual estamos aqui, que atrevo-me a mencionar: aprender a amar, amarmo-nos como verdadeiros irmãos.

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Exato Momento

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E é assim, nesse momento...


Não adianta censurar.
O pensamento voa longe para lhe encontrar.


Como dizer da existência de um sentimento que não se compartilha?
Onde um faria qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa para ver o outro sorrir...


E o outro alguém sequer recorda de um ou dois shows feitos com esforço somente para agradá-lo?


E é assim, no silêncio da escuridão...

Não adianta negar.
O desejo intenso de me proteger em seu abraço.
Perdida no passado abandonado.

Como poderia, se há tempos se foi?
Sem pistas ou promessas de retorno o beijo que tanto esperei levou? Esperei e espero...


Ah, forte sou e como sou forte sou por esconder e conter o amor que tenho guardado para você.


Para você, Por você, por nós.


Volte a sorrir com olhos ao lembrar de mim e nesse exato momento eu saberei a resposta.


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sexta-feira, 2 de março de 2012

Sorrio Para Quem Vê com os Olhos, Choro Para Quem Vê com o Coração

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Nada teria para escrever que pudesse traduzir como me sinto nesse momento!
Que esse momento tempestuoso que tem perdurado há tempos passe logo para que o dia de sol que tanto espero brilhe e contagie meu coração e meu sorriso novamente.

A natureza tem o poder de me acalmar de me fazer respirar e ter forças para levantar.

Sem mais.


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