domingo, 30 de dezembro de 2012

Encontro Noturno

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Alguns minutos após chorar, surtar e pensar em meios imediatistas e inconsequentes para acabar com uma eterna angústia, cá vens me ditar algumas linhas para desobstruir veias.


Vã tentativa de expressar por palavras um sentimento desconhecido e profundo capaz de sufocar a mais descomprometida das almas.

Tanto se diz, tanto se sabe, mas cura não foi encontrada para o esquecimento, para o autoperdão, para o auto-amor...

Bastaria ter um espelho, como meus olhos serviriam, para provar como é lindo, inteligente, interessante enquanto se permite voar desembaraçadamente.
Sim, isso apenas para saber que não precisa se preocupar em agradar ninguém além de si mesmo.


Os olhares, os momentos tristes e felizes fazem parte do que é hoje, sem tirar ou acrescentar nada. O sorriso tímido, o caminhar ainda pesado e a fala trêmula. Ah, tudo isso demonstra falha no autoconhecimento!

'Essa tua visão restrita e desesperada faz-me impotente, já que não poderia, sequer de longe, acalmar-te por ver além, muito além, do que os dois ou três passos que consegues perceber adiante.'
Talvez isso seja a Fé. Crer que há alguma força que rege o todo harmoniosamente e que há resposta para cada pergunta que gritamos ou sussurramos, mas que, no momento oportuno, de plena consciência, seremos capazes de absorver e compreender. 

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